Suposto esquema de corrupção em Pernambuco motiva debate em Plenário

Em 17/04/2018
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Um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a gestão do PSB de Pernambuco motivou debate na Reunião Plenária, dessa terça. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal. O deputado Álvaro Porto, do PTB, cobrou esclarecimentos do Poder Executivo sobre as denúncias de corrupção. “Os pernambucanos precisam saber se os péssimos serviços de saúde, a falta de medicamentos de uso contínuo,  a insegurança, a piora no transporte público, a paralisação de obras, decorrem da falta de capacidade de gestão, de pouco dinheiro ou de desvio de recursos públicos.” Na mesma linha, Socorro Pimentel, do PTB, pediu um posicionamento do Governo sobre o tema. Mas talvez o assunto mais incômodo pra gente seja, enquanto deputado, enquanto pernambucano,  seja o silêncio dos expoentes do PSB. O silêncio dos expoentes que devem sim uma satisfação ao povo de Pernambuco.”

Em contrapartida, o presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa, do PSC, saiu em defesa do Partido Socialista Brasileiro e do ex-governador Eduardo Campos. “Em momento algum, ninguém vincula o governador Eduardo Campos a nenhuma dessas operações. A questão da delação premiada, que foi inventada, recentemente, na vida política do Brasil, não tem no Direito onde eu fui juiz a vida toda. Eu não vi, em processo algum, alguém passar dentro de um xadrez um ano e oito meses, e depois dizer que fulano de tal fez isso ou fez aquilo.” Assim como Uchoa, o líder do Governo na Alepe, deputado Isaltino Nascimento, do PSB, contestou a fala de Álvaro Porto e pediu prudência nas colocações contra os investigados. Não adianta vir aqui dizer que está sendo imparcial, muito tranquilo, que não se faz acusações. Não é verdade. A forma e o conteúdo foram de posicionamento político sim, de fazer ilação em relação ao governador Paulo Câmara, de chegar aqui ao desplante de dizer que tem dúvidas se o Estado não consegue cumprir todas as metas porque os recursos são insuficientes ou se é usado de outro tipo de artifício.”

Isaltino ainda frisou que os interesses individuais e circunstanciais dos deputados não devem ser sobrepor ao bom debate.